As ocupações dos secundaristas e a repressão do governo tucano

A Polícia Militar invadiu hoje (06 de maio) o Centro Paula Souza e a imprensa foi impedida de acompanhar a ação. Se diante das câmeras, esses carniceiros não se inibem, que dirá sem serem filmados.

Os estudantes são as pessoas que mais vêm lutando pela melhora do país, uma vez que seu protesto tem muito mais legitimidade e coerência que todos aqueles já realizados na Avenida Paulista. Não digo isso por se tratar de um protesto contra o Alckmin, e sim porque é um ato a favor da Educação (acontece que Alckmin, assim como a maioria esmagadora dos políticos do PSDB, é contra a Educação). Mesmo assim, os secundaristas foram covardemente arrastados e agredidos.

Os vídeos de Coronel Telhada, Capez, Alckmin, e outros tucanos que mais parecem urubus famintos por sangue, mostram a cara nua e crua do fascismo. E isso não é exagero. Toda sua política configura-se em algo que em quase nada perde para regimes militares. Trata-se de uma tropa de guerra invadindo a ocupação dos estudantes. Trata-se de homens treinados para bater e matar, com armas e escudos, atacando estudantes treinados pra pensar, com cartazes agora mudos.

Lembro-me que, durante as eleições, muitos questionaram meu voto, disseram que o partido que apoiei era conivente com a corrupção, que era o mais manchado da história e que deveria tomar providência com relação aos corruptos. Que providências o PSDB vai tomar? Nenhuma.

Vamos aos fatos. Quantos políticos dentro do PT, PSOL, PCdoB, PSTU, etc., flertam com o fascismo? Quantos do PSDB, PMDB, DEM, PP, etc., não economizam forças e armas para bater em professores e estudantes? Para cada político desumano em partidos de esquerda que me disserem, digo pelo menos três nazistas em potencial da direita.

Exemplos?

José Serra é, entre nós professores, um dos nomes mais temidos para lidar com a Educação. Beto Richa, no Paraná, comandou um massacre contra professores há um ano, deixando centenas de feridos. Geraldo Alckmin não poupará esforços para fazer o mesmo com estudantes. Mas o problema real é a crise, aumento dos impostos, o bolsa família. Por conta disso, coloco-me cada vez mais a esquerda, mesmo cheia de falhas e conflitos, mesmo sendo representada hoje por um governo ruim e despreparado. Antes a dificuldade de governar bem, do que a dificuldade de ser ser humano e de superar a barbárie.

Cada um que votou no PSDB aqui em São Paulo (ou ainda que votou nulo e poderia ter ajudado a evitar a vitória de Alckmin) segura, junto com algum PM, o cassetete que já atingiu o rosto de um adolescente ou a arma já disparou balas de borracha em uma professora, 

A situação é triste. Dá vontade de chorar. Mas lágrimas não resolvem e, se resolvessem, não limpariam o lamaçal da arrogância, mesquinhez, desumanidade e da falta de sensibilidade, tão próprio dessa direita.

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