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Sobre conquistas e ausências

Publicado em 31/12/2016 às 17h46

Prêmio Paulo Freire de Qualidade de Ensino - Câmara Municipal de São Paulo

 

Faz um tempo que queria escrever este texto. Talvez, ele seja muito mais para mim do que para outras pessoas. Talvez, ele nem deveria ser postado aqui, mas escrito num papel qualquer para depois ser guardado numa gaveta da estante do computador ou feito no bloco de notas do celular e ficar por lá, esquecido, apenas para que depois de meses eu lembre do que foi 2016.

Ano contraditório. Ano que mais tive conquistas, mas que também mais senti vazios. Ano vi meus dias cheios de versos e rimas, enquanto outros eram uma página em branco em que o silêncio fazia eco.

Nesta foto, está Lutgardes Freire, filho de Paulo Freire, abraçando-me emocionado, com lágrimas nos olhos, dizendo “Obrigado! Obrigado!”. Era a entrega do Prêmio Paulo Freire. Ganhamos pela terceira vez consecutiva. Escolhi essa foto, pois a partir do projeto com os alunos-poetas que surgiram as maiores conquistas (e as principais ausências).

Em 2013, começamos um projeto na escola em que leciono. Os alunos, agora poetas, começaram a escrever cada vez melhor e eu quis brincar de ser poeta com eles. Descobri-me poeta, sim, por causa deles. De lá pra cá, a arte se tornou parte de minha identidade e, assim como eles, a literatura ser tornou um espaço de acolhimento e uma forma de construir resistências, tanto ao caos interior, quanto à exclusão social. Publicamos dois livros de poesias com textos nossos, ganhamos prêmios educacionais, fizemos e participamos de diversos eventos, choramos e rimos juntos, vivemos de verdade. Além de tudo isso (e por conta de tudo isso), tornei-me Mestre em Letras pela USP neste ano, com uma pesquisa sobre nosso projeto que é, ao mesmo tempo, educacional, literário, estético e político. O momento da obtenção do título foi lindo: muitas pessoas foram me prestigiar, dar aquela força especial, e os professores da banca até choraram depois de eu expor a história de tudo que construímos na escola pública por meio da poesia.

Ainda influenciado pelos alunos-poetas, comecei a participar também de saraus e, sobretudo, dos slams. Ganhei 9 vagas para disputar as finais, cheguei ao Slam BR, que é o campeonato nacional, e ainda tive dois vídeos que tiveram boa repercussão na internet. A soma de todas essas conquistas me levou a uma que, para mim, é a maior: o carinho das pessoas. Receber mensagens quase todos os dias por conta do trabalho que venho desenvolvendo na educação e na arte é algo que me deixa sem palavras, nem tem como expressar (nem entender) essa bondade e sintonia toda que vem sendo criada com pessoas de diferentes estados desse Brasil.

Das coisas que planejei, a única que não deu certo foi comprar uma bicicleta (que virou meta para 2017). Isso é o que no cristianismo se chama de “graça”, ou seja, favor não merecido. Tantas conquistas justamente no ano que mais falhei. Ganhei prêmios e fiz palestras na área da educação no ano em que fui um professor ruim, chegando a até ser afastado por depressão por um pouco mais de um mês. Participei efetivamente de eventos artísticos (e políticos) no ano em que mais eu perdi a esperança (virei quase um niilista). Tentei lutar contra os valores capitalistas no ano em que mais mergulhei na superficialidade das relações. Tentei mudar o mundo, fazer a diferença na vida das pessoas que nem conheço no ano em que menos conversei com meus pais e com aqueles que são mais próximo de mim. Daí as ausências.

A ânsia de ser/fazer algo numa dimensão social esbarrou na vida pessoal. Por fora, tudo era poesia, dentro, havia vazios. Não consegui ser bom amigo, não fui bom filho. Tentando resolver problemas da sociedade, criei problemas sendo distante de quem mais torceu por mim. Talvez, perdi pra sempre quem mais me amou (e quem mais eu poderia ter amado).

Sempre lembro de Marx: “o mundo está impregnado de seu contrário”. Também lembro de Paulo: “porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço”. Escrevei há um tempo que viajo num barco em que “singro águas que não me agradam, porque não traço o bom caminho que quero, mas o mal que não quero esse faço”. 
Diferente das ausências, sei que todas as conquistas não foram individuais. Além de pais maravilhosos, amigos que correm junto de verdade, minha história começou a mudar depois da era Lula, do Minha Casa Minha Vida, e de outras políticas públicas que permitiram que “o filho da empregada fosse pra universidade” (e hoje ele é Mestre, não com orgulho, não há nada de meritocrático nisso pra mim; sinceramente, o que me deixa feliz é saber que fui mais um da Leste a romper as estatísticas, a voz da quebrada é mais importante que a minha). Dos anos difíceis de aluguel - daquele tempo em que mamãe vendia cachorro quente na rua para me dar um futuro melhor e que papai trabalhava duro recebendo calote pra manter nosso teto - até aqui, 2016, houve um grande salto e um grande “xeque!” no sistema que limita nossos voos. Por mais que fique feliz com as conquistas que tive, como não se sentir vazio diante de todo cenário conturbado político não só nacional, mas internacional? Sei que a oportunidade que eu tive de crescer não será mais tão comum com esses (des)governos da direita.

Conflitos internos e externos, pessoais e sociais, abrem o ano de 2017 agora. Se pudesse voltar ao início da página, eu construiria outros versos, pensaria em melhores rimas, faria inversões entre as palavras. Mas, como diz Kafka, às vezes chegamos a um ponto em que não é possível retornar. Ganhar e perder fazem parte de nossa trajetória e, se perdi pessoas e se ganhei espaço na academia e no mundo artístico, deve haver algum propósito nisso tudo... ou não, talvez a vida seja melhor cheia de despropósitos, para lembrar Manoel de Barros.

Se não é possível mais retornar, que criemos forças e resistências nesse novo que se apresenta. Em dias assim (em que vira até moda todo mundo refletir no que foi antes para ter coragem de enfrentar o depois), sempre lembro de Marshall Berman, que dizia que o mais difícil é “continuar a continuar”.

Sendo assim, “continuemos a continuar” a ser um pouquinho melhor do que fomos, reconhecendo nossas falhas, sendo gratos pelas conquistas e enchendo os vazios com poesia.
Se pudesse resumir 2016 em uma palavra, seria “intensidade”... ou “despropósitos”...

 

“Você vai encher os vazios com as suas peraltagens 
e algumas pessoas vão te amar por seus despropósitos” (Manoel de Barros)

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Slam da Guilhermina: a grande final

Publicado em 03/12/2016 às 12h00

 

O que foi a noite de ontem? Ainda não consegui dormir

Na verdade, dá até receio de pegar no sono e, em seguida, acordar e perceber que tudo se tratava de um sonho. Melhor não arriscar, prefiro continuar na dúvida se foi realidade ou não.

Eu pensei que 2016 seria para mim um ano sem sentido, um ano daqueles bem niilista, aquele tipo de ano que a gente vive correndo atrás do vento. Mas foi um ano de muitas conquistas profissionais, acadêmicas e artísticas.

Cheguei a planejar 2016 assim como se escreve um lembrete num post it que a gente fixa na estante do quarto. Se os planos dessem errados (e eu acreditei que seria um ano do avesso), conseguiria me livrar deles assim como a gente se livra desses papéis amarelinhos de recados. Pensei em me jogar fora de 2016 assim como se desfaz desses pequenos papéis que anotam um telefonema que sempre esquecemos de passar.

Ainda é estranho entender o que vem acontecendo, há sempre a sensação de que é algo imerecido. Talvez agora entenda o significado da palavra "graça". Entendo e não entendo. Entender pra que também? Se está difícil de saber se devo finalmente dormir ou não, que dirá compreender essa magia toda por trás do universo da arte e, especialmente hoje, do mundo do slam.

Obrigado a todos que me abraçaram, que torceram por mim, que recitaram junto comigo as poesias durante a final, que acreditaram em mim e que vem correndo comigo.

Obrigado por fazerem de nossas vidas uma poesia que vai além da página, uma poesia de cada instante, uma poesia que é vida em eterna e constante (re)construção.

Grande honra ter ganhado a batalha da grande final do Slam da Guilhermina, segundo slam do Brasil e um dos eventos que mais mexem com o coração dos poetas. 


Agora é nóiz no Slam BR no campeonato nacional de poesia falada! Vamo que vamo!

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Mais um mestre em Itaquera

Publicado em 22/11/2016 às 01h06

Pode parecer prepotente esse título, mas não, justifico-o. Não consigo ver tudo isso que aconteceu como uma conquista individual, tampouco como algo que nasce da ideia de mérito. O fato de haver mais um mestre em Itaquera, região periférica, abandonada durante desde seu surgimento pelo Poder Público e pela mídia, possui uma importância política e coletiva. Sou mais um que está chegando para mudar as estatísticas, mais um que conseguiu ocupar os espaços de uma universidade pública que sempre são negados àqueles que pertencem a classes sociais desfavorecidas.

Entrei para o mestrado na USP a partir de um programa de pós-graduação stricto sensu chamado Profletras, aplicado durante a gestão Dilma. Além disso, tive auxílio de amigos, professores e alunos durante os dois anos de mestrado somados à preciosa ajuda de meus pais. Esses fatos apenas comprovam que é preciso de incentivos e políticas públicas que facilitem a entrada (e continuação) de pessoas de baixa renda na universidade pública. Não adotarei o discurso de “sai de lá de baixo e, com meu esforço, consegui chegar aonde cheguei”. Não. Tal ideia é egoísta e até pedante. Acredito que a individualidade não deve esmagar o caráter coletivo das coisas.

Voltando ao percurso da narrativa principal, que é contar como foi enfrentar a tão temida Banca Examinadora, gostaria de compartilhar o desfecho da epopeia de dois anos de estudo.

O caminho de Itaquera até a Cidade Universitária (Butantã) no dia 18 de novembro, data da minha defesa, na minha mente doente e preocupada, era algo semelhante ao caminho que Ulisses fez para voltar para Ítaca. Os professores da Banca Examinadora seriam divindades que eu deveria enfrentar antes de voltar a minha Itaquera-Ítaca, divindades assim como as três irmãs Moiras responsáveis por tecer e cortar o fio da vida dos mortais.

A primeira fala foi da minha orientadora. Ela explicou para o público que eu teria 20min. de apresentação e, em seguida, cada profSalvaressor da Banca teria outros 20min. para fazer a arguição e eu outros 20 para me defender. A palavra arguição e defesa deram um gelo enorme em minha espinha, como se um Ciclope aparecesse de repente naquela sala.

Aberta a sessão de defesa daquele Olimpo, respirei fundo e quase derrubei o copo com água da minha mesa. Expliquei minha pesquisa e contei a história do projeto Arte e Intervenção Social e do livro “Entre versos controversos: o canto de Itaquera”. Encerrei aquela batalha declamando um poema de Ni Brisant. Junto comigo, os alunos-poetas cantaram a poesia. Confesso que quase chorei, mas quis ser durão, não sei porque. Havia um receio de chorar e não conseguir falar mais nada misturado com o receio de desmaiar (e também não conseguir falar mais nada).

A palavra foi passada para o primeiro professor da Banca. Para minha surpresa, ele chorou e não conseguiu terminar sua fala (viu só porque eu não poderia chorar?). A segunda professora começou com elogios e eu esperando aquela famosa vírgula seguida de um “mas, eu tenho umas considerações e críticas a fazer”. Não houve. Outra surpresa. O primeiro professor teve uma nova chance de fala. Mais surpresas. Em seguida, a terceira professora, também emocionada, fez sua arguição. Fez perguntas muito interessantes. Todos foram carinhosos. Aquela batalha que eu imaginava me fez perceber como eu deveria investir na escrita fantástica, pois tanta ficção criei na minha mente por conta do medo de não ser aprovado. Foi um momento muito bom, muito significativo e muito divertido (não sabia que era possível rir tanto em uma defesa de mestrado).

Todos os presentes saíram da arena-sala e apenas os professores da Banca e minha orientadora ficaram lá para tecer o fio da minha vida acadêmica (é algo burocrático, ninguém pode ficar nessa sala até serem preenchido todos os papéis, o que colabora para o suspense do enredo). Voltamos, fui aprovado, tornei-me mestre no que se refere ao título acadêmico, pois, em vida, continuamos todos alunos.

Senti-me muito honrado com a presença do Legant, Anderson, Rosinha, Mariana, Camila, Ana Carolina, Agildo, Carolina, André, Fábio, Mônica, Gabriela, Fernando, Angela, Rafael (que apareceu só pra dar aquele salve e aquela força); dos poetas Leticia, Valquíria, Pedro, Maicon e Millene; e dos meus pais Marco e Denise. O apoio de vocês foi essencial nesse dia, sem vocês, de verdade, não seria lindo do jeito que foi. Aos professores também devo agradecimento por conta da leitura atenta de minha dissertação e pelo carinho especial em cada fala feita na defesa.

Os planos depois do título de mestre ainda são incertos. Alguns me perguntam se pretendo engatar um doutorado, se penso dar aula em alguma universidade, se tentarei acessar cargos de gestão na rede pública. Apenas consegui planejar terminar de assistir algumas séries da Netflix, é o máximo que minha mente conseguiu pensar até o momento.

Brincadeiras à parte, planos não foram escritos (ainda), mas o desejo de continuar atuando como educador na rede pública permanece. Durante esse tempo de estudo, encontrei várias falhas minhas e a possibilidade de novos caminhos. Nossa luta continua. O acesso ao conhecimento e o direito à cultura e literatura continuam sendo, a meu ver, uma das formas mais ferozes de nossa resistência. Que mais alunos e alunas possam escrever livros de poesia. Que mais professores de diversas itaqueras possam ter a oportunidade de aperfeiçoar sua práxis.

Muito obrigado a todos pela torcida, apoio e carinho. Deus realmente (e não sei porque) vem sendo muito bom comigo por ter a oportunidade de contar com todos vocês nos momentos mais especiais de minha vida.

 

Um grande salve de Itaquera! Noiz!

 

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Aniversário da Biblioteca Pública Paulo Setúbal

Publicado em 22/05/2016 às 23h57

Apresentação musical com Patrícia Cotrim.

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Renan Inquérito no Sarau Suburbano Convicto

Publicado em 20/05/2016 às 16h01

Recentemente meu amigo Nathan, "poeta da laje", perguntou-me se eu conhecia o trabalho do Renan Inquérito. Comentei que não e, em seguida, ele me disse para ouvir as músicas, pois eu iria me identificar com o som e com as ideias.

Pouco tempo depois, conheci a música "Eu só peço a Deus" e, consequentemente, o disco Corpo e Alma. A partir disso, Renan tornou-se um dos artistas que influenciaria diretamente naquilo que escrevo.

Terça-feira, 10 de maio, fiquei sabendo que Renan estaria lançando o Poesia para encher a Laje no Sarau Suburbano Convicto, organizado por Alessandro Buzo. Fui ao sarau, sobretudo para conhecer de perto o Mc e poeta de que tanto aprendi a gostar.

Já no sarau, quando chegou minha vez de recitar, pude falar para ele como sua obra refletia no que eu produzia e, em seguida, mandei um poema novo, chamado "Convoque seu Stalin". A recepção da galera foi muito boa. Renan demonstrou gostar do trabalho, fez comentários sobre o poema e ainda falou de um período em que ele estava desanimado do rap e como um álbum do Emicida serviu de influência para que ele continuasse. Disse ainda que, depois de eu ter demonstrado a influência que ele, Renan, tinha em mim, pôde refletir como é essa responsabilidade de servir de inspiração para alguém.

Senti-me realizado. É uma sensação única ver uma pessoa que você admira comentando sobre seu trabalho.

Sai de lá com livro do Renan, boné, camiseta, etc. Parecia criança quando encontra seu ídolo do futebol.

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Quando a esperança renasce da poesia

Publicado em 06/05/2016 às 22h04

Dia 06 de maio, o dia acordou nublado. A caminho da USP, liguei o celular, a fim de saber o que estava acontecendo no Brasil e no mundo. Uma das primeiras notícias que li, já em seu título, causou-me grande desconforto, ela tratava da reintegração de posse no Centro Paula Souza.

Li textos e vi fotos que mostravam que a reintegração aconteceu de forma arbitrária e violenta. Policiais militares invadiram o local armados e arrastaram estudantes para fora do centro ocupado, criando, assim, uma cena humilhante e que causava profunda indignação.

Parecia que o dia (e a esperança) havia acabado ali, no momento em que vi, pela internet, aquele cenário "de homens treinados para bater e matar, com armas e escudos, atacando estudantes treinados pra pensar, com cartazes que ficaram mudos". Essa situação, somada ao caótico contexto político pelo qual passamos, provocou em mim o desalento, nada mais fazia sentido, nem as aulas do mestrado que assistiria a seguir na universidade, pois, aqueles adolescentes estavam, a meu ver, fazendo muito mais pela Educação do que o mundo acadêmico, mais que os professores, mais que todos nós. Contudo, pareciam sozinhos em sua luta, perdendo-a, sem ter quem os salvasse.

O dia que amanhecera cinzento, após o pôr do sol, teve um novo curso, um novo brilho. Era dia de Slam da Ponta, sarau e batalha de poesias organizada pelo Mc Lucas Afonso. Mal sabia eu que, naquele evento, eu sentiria (e somente em seu término pude perceber) aquilo que a antropóloga Michèle Petit diz em sua obra A arte de ler ou como resistir à adversidade: a literatura é uma forma de resistência em tempos de crise.

E ela, a literatura, naquela noite, foi uma forma de resistir e revigorar as forças diante da crise política (e porque não humana?) que enfrentamos. 

Isso ocorreu por conta dos convidados do evento. Estavam presentes os alunos-poetas do nosso projeto Arte e Intervenção Social, a fim de apresentar o livro Entre versos controversos: o canto de Itaquera, obra que publicamos no final de 2015; e o Sarau Onetti's, idealizado pela Professora Vivi e seus alunos e alunas da Escola Estadual Juan Carlos Onetti.

Tanto o sarau, quanto a batalha de poesias, foram uma grande aula pra mim. Ver aqueles jovens recitando poemas, sendo os autores e protagonistas daquela noite foi o que me tirou do sentimento de descrença e reacendeu a esperança. Embora os tempos sejam difíceis, pude ver a energia daqueles jovens, a qualidade inegável de suas poesias e a forma que eles enxergam o mundo. Além da aula de poesia, tivemos, com eles, uma aula de humanidade.

A experiência que tive nesse dia remete a um poema de Victor Rodrigues, "as balas são de borracha / porque a intenção / é apagar palavras de revolução". Por conta disso que tentam silenciar os estudantes, pois a poesia deles é a voz de uma classe que luta por seus direitos e, enquanto houver essas poesias, haveria luta e haverá esperança.

Que nossos versos, controversos, possam narrar a poesia de nossas culturas, identidades, histórias, lutas e que, quando estivermos juntos, não haja derrotados, somente respeito de ponta a ponta.

 

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