Entre versos controversos (vol. I)

Sob encomenda

Sobre a obra:

Este livro é uma realização de sonhos. Sim, sonhos no plural, visto que várias mentes estão envolvidas em sua produção.

Tal projeto nasceu no Laboratório de Informática da Escola Municipal Professor Aurélio Arrobas Martins, onde eu e meus alunos nos reuníamos após o horário de aula para falar de literatura e música, bem como para gravar alguns programas de rádio para a escola.

O ambiente da sala, antes apenas tecnológico, foi se transformando aos poucos num ambiente poético também. Líamos e produzíamos textos, tínhamos, juntos, escritas diferentes, mas o mesmo sonho de ser escritores.

Este perfil literário atingiu também o lado musical. Grande parte de nossos encontros no segundo semestre de 2013 foi com um violão acompanhando nossas vozes que cantavam alguns clássicos da boa e velha MPB. E o computador, antes foco das aulas, tornou-se somente instrumento de pesquisa e registro do nosso lado mais artístico.

Com tantos textos legais, surgiu-nos a ideia de fazermos um blog, cujo resultado em muito nos alegrou: mais de mil visualizações no primeiro mês. Demos ao blog o nome de “Mentes Curiosas”, pois (como consta na própria descrição dele na web), mentes curiosas e idealizadoras buscavam, por meio de simples palavras, mudar o mundo ou, simplesmente, mudar a própria realidade. Nosso objetivo, portanto, era mostrar a visão que temos de tudo o que nos cerca, desvendando o curioso mundo jovem em que vivemos.

Nosso segundo passo foi estender este trabalho às redes virtuais. Pedi para que os alunos publicassem fotos com significado, frases de reflexão e seus poemas em uma de minhas fanpages do Facebook, chamada “Eu penso assim, é bem melhor.” Seus textos, então, eram lidos por um público ainda mais variado, de diversos lugares do país, visto que pessoas liam, “curtiam” e “compartilhavam” o conteúdo feito pelos alunos-escritores.

À medida que o trabalho crescia, os textos dos alunos ficavam mais densos, complexos e significativos. Não os via como uma produção de adolescente apaixonado, antes via reflexão, crítica e complexidade. Gostava de ler e corrigir os textos deles; aliás, seus últimos textos, em quase nada mexia, apenas uma vírgula ou outra. Seria difícil alguém suspeitar que era uma turma de doze ou treze anos que escrevia produções tão maduras.

Por que, então, não poderíamos publicar o trabalho deles em um livro, já que seus poemas eram dignos de uma leitura atenta ou, para citar Edgar Allan Poe, “de uma só sentada”?

Conversei primeiramente com a direção da escola que, no mesmo instante, abriu sorrisos para a ideia. Não posso deixar de agradecer neste texto às coordenadoras Simone e Eliana, às assistentes de direção Ideli e Beth, bem como à diretora Cátia. O trabalho de um professor sempre flui melhor quando encontra apoio e, no caso deste projeto, estas pessoas sempre me deram forças e contribuíram para que meu trabalho fosse facilitado.

Pouco tempo depois, em uma reunião em que estavam presentes diversos funcionários de diferentes escolas, encontrei o Valter, dirigente da Diretoria Regional de Itaquera. Comentei rapidamente sobre minha ideia e trocamos o número de telefone. Dias depois, ele marcou uma reunião comigo e aceitou patrocinar nosso livro. É preciso dizer que o Valter ocupa um cargo de grande responsabilidade, o que deve causar sempre um grande “aperto” em sua agenda; contudo, foi atencioso em todas às vezes, atendeu às minhas ligações, respondia SMS, enfim, mostrou um lado bem humano, não apenas porque aceitou nos ajudar financeiramente, e sim porque tem o olhar voltado para o bem do aluno e não hesita em atender quando o assunto é projetos que desenvolvem a autonomia dos educandos. Tal postura caracteriza a visão de verdadeiro professor/educador.

Devo agradecer também aos outros professores e funcionários que, direta ou indiretamente, contribuíram para a realização deste livro. Tantas vezes em que algum professor permitiu, no horário de sua aula, que o aluno fosse até a mim, seja para revisar um texto ou para “socorrer-nos” na sala da rádio. Tantas vezes, professores (principalmente a Dilza, Maria Fátima e Érica) ouviram minhas ideias, textos e/ ou desabafos. Tantas vezes, recebi conselhos e exemplos referentes ao trabalho de um bom educador. Tantas vezes em que percebi que um trabalho bom somente se realiza quando temos o “nós”.

Ainda com relação ao “nós”, dois nomes aqui são especiais: Viviane e Silvia, que demonstraram sempre grande carinho e amizade comigo. Sem elas, nem seria possível que tudo isso acontecesse, visto que a origem partiu do apoio destas duas amigas minhas, responsáveis por eu me tornar um professor orientador de informática educativa.

Há um nome que, mesmo não pertencendo a nossa escola, precisa ser mencionado, tanto por sua influência em minha escrita, como por escrever o emocionante prefácio deste livro. Pedi para o escritor, professor e amigo Leandro Luz realizar esta tarefa, pois, seus textos (assim como seu prefácio) parecem sempre atingir a alma do leitor. Tal fato ocorre, pois, Leandro vê o mundo de forma diferente, sua percepção tem musicalidade, tem poesia. O andar de uma pessoa, uma antiga cristaleira, uma orquídea, o próprio tempo, tudo, das coisas mais simples às mais complexas, vira poesia nas mãos e no olhar deste talentoso escritor.

Contudo, esta história toda jamais aconteceria se eu não tivesse pais que me apoiassem nos estudos e valorizassem minha paixão pela música e poesia. Sinto orgulho de ser filho de Denise e Marco, pois são verdadeiros exemplos no que tange ao educar.

Para encerrar a sessão de agradecimentos, devo citar todos os alunos que estavam envolvidos no projeto. Aprendi muito com este pessoal, cuja energia, às vezes, sugava até a minha energia. Aos poucos, nossa relação deixou de ser professor-aluno e transformou-se em amigo-amigo. Conversávamos de igual para igual, ríamos de igual para igual, aprendíamos de igual para igual. E, mesmo neste novo formato de relação, o respeito se manteve. Se não fosse por esta querida turma, não teria despertado meu lado poético adormecido, não teria voltado a escrever poemas, não teria aprendido a sonhar novamente e a observar o mundo como um jovem de mente curiosa.

Levando em consideração toda a história relatada aqui, Entre versos controversos mostrará a você, querido leitor, algo muito além de redações escolares, trata-se de produções textuais feitas por jovens escritores que debatem, a cada página, sobre seu cotidiano e suas formas de pensar, apresentando a todos nós, diversas controvérsias em forma de versos.

 

Sobre o Projeto Arte e Intervenção Social:

O Projeto Arte e Intervenção Social iniciou-se em 2013. Após o horário de aula, o professor Daniel e seus alunos se reuniam no Laboratório de Informática Educativa da E.M.E.F. Professor Aurélio Arrobas Martins, localizada em Itaquera, a fim de estudar Literatura e cantar algumas músicas ao toque de violões.

Com o intuito de expressar seus ideais, sentimentos e experiências, o professor e seus educandos criaram um blogue literário. No entanto, os textos dos tão jovens escritores ficavam cada vez mais maduros, reflexivos, críticos, apaixonantes e dignos de publicação. Assim, em junho de 2014, nasceu a obra Entre versos controversos (vol. I), cujos autores buscaram desvendar, por meio da palavra, o curioso mundo jovem em que vivem. 

Em dezembro do mesmo ano, muitos dos alunos-autores se formaram no Ensino Fundamental II, o que não impediu a continuidade do projeto. Novos estudantes se inscreveram para participar dos encontros, ao passo que o trabalho de escrita literária continuava com os ex-alunos.

Em 2015, eles publicam Entre versos controversos: o canto de Itaquera (vol. II), cuja proposta difere da primeira obra. Os novos poemas servem de intervenção social e ajudam a compreender o contexto da região em que os alunos residem. Assim, o segundo livro é uma tentativa de mudar a realidade por meio da Arte, uma vez que traz uma avaliação crítica sobre o contexto social em que vivem e uma forma de (re)construção da identidade desses jovens poetas de Itaquera.

 

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