O barco

Vejo um barco  

Que espera no cais   

Seu momento de partida.  

  

Dentro dele, há  

Lembranças e paixões,   

Sonhos e desilusões.  

  

Carrega caixas de  

Experiência  

E, em sua proa,   

Escrita foi a palavra  

Existência.  

Uma biografia  

Aberta vi no convés  

E um quepe,  

Azul da cor de alma,  

No mastro está.  

  

Vejo nuvens escuras.  

De erguer as  

Velas é o momento.  

Logo, a suave brisa  

Tornar-se-á forte vento.  

  

Assim, vai o  

Breve barco  

No vasto oceano  

Que esconde mistérios  

Em sua imensidão.  

  

Lá, todos os dias,  

Embarcam barcos  

Que viajam  

Não sei pra onde,  

Seguem para longe,  

Além do horizonte,  

Além da vida,  

A lei da vida.  

  

Não vejo mais  

Aquele barco.  

Vejo as águas,  

O cais...  

  

E o nunca mais.

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