Outro agora

Cicatrizes carregadas no peito  

Voltam a arder no cair da noite.  

Lembranças esquecidas no tempo  

Voltam a escorrer pelos olhos.  

Um passado revisitado pelo presente  

E um futuro que, timidamente,  

Aguarda seu momento acordar.  

  

As cenas de outrora   

Viram o roteiro do agora  

Cujas noites convidam a história   

A dialogar com a memória.  

  

Olhares íntimos que esqueceram seus nomes  

Voltam a dizer seus apelidos.  

A flor que brotava na primavera  

Insistiu em aparecer também no inverno.  

Uma tempestade sem suas nuvens negras  

Cai de um céu carregado  

Junto com a lágrima já seca.  

  

Fantasmas narram aos ouvidos  

O enredo de corações perdidos  

E a angústia culpa o destino  

Por fazer do sentimento um peregrino.  

  

Não existe mais quatro estações  

Se não uma...  

  

Como faz frio nas noites de inverno.

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