carta de uma poesia pessimista para um poeta niilista

eu sou essa farsa que você conheceu, meu bem a farsa em que você acreditou agora suas expectativas se desmancham no vento, pois você acreditou que as vozes que me recitam ecoariam no concreto da cidade cinza que estas vozes atravessariam pontes e pixariam viadutos acreditou que elas narrariam as poéticas de um morro e transcenderiam os menor e eles seriam abençoados você pensou que seria outra a história contada mas não as coisas nem sempre são como esperamos você acreditou mesmo em mim mas o problema não é você, meu bem o problema está na ânsia por liberdade ela pesa de tão pesada que seus joelhos fraquejaram ao carregá-la precisamos sempre ir a algum lugar mas nunca chegamos porque tudo pesa os joelhos doem e o desejo por algo mais ainda quebrei silenciamentos de séculos atirando-os chão feri pessoas com os cacos se te feri com algum estilhaço perdoe-me não tive escolha não me veja como monstro pois sou apenas cria de uma fera chamada mundo ele me alimentou ensinou-me a falar ensinou-me a odiar porque não existe esse amor em que você tanto acredita porque se ama apenas quem é inferior amar quem é superior é projeção e isso freud também explica amar quem