l’infini

todos os planetas deram uma pequena pausa para que a gente contemplasse as poucas estrelas no céu daquele domingo frio em sp aquele instante em que uma galáxia inteira para mas tudo gira confuso dentro do peito é sobre o qual escrevo é aquele instante em que duas mãos cadentes passam no meio de uma avenida vazia que fez a gente olhar o céu céu museu de noite aberta nem um louvre poderia superar a imensidão da tela azul acima l'infini ne tient pas dans un moule do universo a vida é espelho ensina a viver sem se emoldurar o horizonte quem antes nos leu foram os astros ledores no breu pois suas vozes narraram as possibilidades de leitura da vida da arte, daquela noite fria e de meus lábios deslizando entre suas pernas narraram nosso suor escorrendo mesmo dentro de uma noite fria narraram nossa pele em atrito e seu sorriso dentro de uma noite nublada eu te abraçando pelas costas no momento em que as estrelas saem para o quintal sua nuca repousando em meu ombro como a escuridão descansa na infinitude contemplando o céu a gente viu as três marias tentou achar vênus a gente falou da gaiola de kafka da palavra que lavra que frei beto semeou da culpa do cristo diante do grande inquisidor você me explicou sobre o conjunto de regras e princípios no sistema jurídico eu fingi que entendia apenas porque você é linda explicando algo a gente concordou que catchup na pizza