poética do maracujá

não havia luz nas paredes frias do apartamento

o sol não aquecia o vazio jardim de prosa sem poesia

ainda assim a semente lá fora plantada a cada cinzento inverno que passava sua muda melodia persistia

mas num único dia em que o sol ali brilhava a história do jardim seria outra contada

pelas janelas da prisão à terra que escondia a semente o sol chegava

aos poucos uma ponta de flor surge na terra assim no jardim de dor antes sem cor o inverno se encerra pondo fim em tudo que cinzento for em outros jardins de pedra

bela flor de maracujá que fez brotar outras flores que à vida deu outros sabores deu a nós rima e mais amores

fez do jardim antes esperança perdida a poética que dá vida

é a poesia que fez rima nos versos das paredes foscas melodia que fez dançar o perfume de outras flores harmonia que acalma nossas dores

assim foi num ambiente cinzento e frio que a flor de Maracujá cresceu

ambiente sem muito brio são as paredes de nosso mundo que ao inverno cedeu

quero eu ter a poética dum maracujá

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©2020 por Daniel Carvalho e Kerstin Buck

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