redenção

caminho. caminho com pés descalços na areia macia. o vento que corta meu corpo nu não me impede de seguir em direção ao mar. neste momento, pode-se ouvir apenas minha respiração ofegante e o som das ondas que se confundem com os gritos de uma gaivota que desaparece no horizonte. seu canto guia-me para a imensidade das águas.


o primeiro contato de meus pés com o mar intensifica o frio. os resquícios de raios solares do crepúsculo são insuficientes para aquecer meu franzino corpo que treme de forma tímida. todavia, as pequenas ondas que tocam meus pés fazem-me perceber que existe um frio ainda maior dentro do peito. agora, dentro de mim, pode-se ouvir apenas os gritos de um herói e de um monstro que duelam e