ruínas

as paredes de casa estão úmidas já não resistem a ação do Tempo

sentado em minha cama vejo o reboco do teto cedendo e rachaduras destoando a pintura

sobre minha coxa cai a poeira fruto do desgaste de meu teto

a cada reflexão uma rachadura nova juntas, criam um mapa de lembranças fruto da umidade de meu tempo

uma ampulheta à minha frente está o teto se desfalece no mesmo ritmo da areia que dentro dela cai

há pouca areia na ampulheta mas muita poeira que me sufoca o teto cede por inteiro