semente da morte

meus pés estão fincados  em solo arenoso minhas raízes sufocam-se em si

os galhos crescem perdidos como se trilhassem um labirinto e minhas folhas são outono secas e amareladas

os ninhos foram abandonados pelos pássaros que voaram perdendo-se em despropósitos

no céu  respiro a neblina

em terra  sugo mananciais inteiros com minhas vontades

minha sede é limitada mas água me falta