Vitoriosa

(a Denise Cristina)

Teus pés, descalços caminharam no solo árido da injustiça Ainda assim, brilhaste na noite escura que devorou teus sonhos e devolveu-os em cacos

As areias da ampulheta narraram-me tuas batalhas e como escalaste os muros do labirinto da esperança

Saíste vencedora na luta de classe mesmo com os ventos tentando te dissipar...

[enquanto a mim, qualquer brisa é o suficiente para poetizar o caos]

Em vez de esvaecer teu fulgor, as rajadas espalharam teus exemplos de vida assim como teu ímpeto carinho derrama sobre mim os versos que te louvam