oco

no banquete um homem se alimenta do seu eu

idiossincrasia

singro águas que não me agradam porque não traço o bom caminho que quero mas o mal que não quero esse faço

ato de covardia

a página é o meu abismo que me encara.

5 de agosto

gente pobre sofre pelo tempo frio e pela frieza dos olhares de desdém

outro agora

cicatrizes carregadas no peito voltam a arder no cair da noite

escrevo hoje

escrevo porque disseram que literatura eterniza e meu peito está morrendo